domingo, 1 de novembro de 2015

A arte e a indústria têxtil



O tecido é um espaço pictórico autônomo, antes de ser um quadro ou uma roupa.  Palavras de Emilio Pucci, estilista italiano.


No capítulo "O rompimento da arte como representação da realidade" analisamos, intensamente, o momento em que o estilista se apropria da arte e reproduz estilos artísticos em suas coleções, transformando, muitas vezes, uma roupa numa "obra de arte". Ou seja, cria peças que reproduzem total ou parcialmente quadros consagrados.

Mas com o crescimento do mercado prêt-à-porter, o estilista sente a necessidade de diferenciar cada vez mais suas coleções. E criar estampas exclusivas torna-se uma maneira de diferenciar uma etiqueta das demais, num cenário industrial onde a cada dia surgem novos criadores de moda. Coube ao italiano Emilio Pucci desenvolver uma idéia genial, que vem a ser a criação de estampas exclusivas, que se tornaram uma marca registrada de sua etiqueta. E Pucci consagrou-se mundialmente com os seus vestidos, blusas, calças, saias, camisas que tinham linhas clássicas mas traziam um único diferencial: a estampa abstrata, rica em cores (tão ao gosto dos anos 60/70) e baseada  em formas geométricas, ou seja, em triângulos, cones, círculos, etc.

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