Prêt-à-porter - expressão francesa para o ready-to-wear norte-americano. Indica roupa comprada pronta. A expressão foi criada (pelos franceses) no final dos anos 40, inicio dos anos 50.
Fast fashion - (moda rápida). Trata-se de uma produção rápida e contínua de novidades. Para dar certo, o sistema requer coleções compactas, modelos novos o tempo todo e retirar das araras o que não vende e repor o que vende. Este sistema estimula o consumo e estimula o trabalho escravo na indústria de moda (fonte Wikipédia)
Slow fashion - (moda lenta) É um movimento de moda sustentável que está ganhando força. a slow fashion incentiva a educação sobre a conexão da indústria do vestuário e o seu impacto sobre o meio ambiente, recursos esgotados, diminuição da cadeia de abastecimento para reduzir o número de tendências para incentivar a qualidade do produto e remover a imagem de descartabilidade da moda. Qualidade sobre quantidade é a frase que resume os princípios da slow fashion. (fonte site Moda Ecológica e Wikipédia)
Slow fashion - (moda lenta) É um movimento de moda sustentável que está ganhando força. a slow fashion incentiva a educação sobre a conexão da indústria do vestuário e o seu impacto sobre o meio ambiente, recursos esgotados, diminuição da cadeia de abastecimento para reduzir o número de tendências para incentivar a qualidade do produto e remover a imagem de descartabilidade da moda. Qualidade sobre quantidade é a frase que resume os princípios da slow fashion. (fonte site Moda Ecológica e Wikipédia)
Após o estilista italiano Emilio Pucci o tecido-arte, o tecido-tela ou a tela-tecido ganharam força e se tornaram uma presença constante nas coleções de estilistas famosos como, por exemplo, Kenzo, que afirmou: “ o poder de evocação de uma pintura é minha primeira inspiração na hora de estampar um tecido. Afinal, a tela também é um tecido.”
A principal fonte de inspiração de Kenzo são as flores presentes na obra de três célebres impressionistas: Vincent Van Gogh (1853-1890), Henri Matisse (1869-1954) e Claude Monet (1840-1926). E Kenzo, definitivamente, soube, graças à sua cultura oriental, bem utilizar os motivos florais e seduzir, seu público consumidor, com o poder emocional, o poder lúdico das flores, que surgiam e surgem em suas coleções ora brincalhonas e dinâmicas, ora nostálgicas e românticas, comovendo a alma.
Já o estilista francês Jean-Paul Gaultier teve, no final dos anos 90 , a mesma opinião expressa por Gabrielle Coco Chanel nos anos 20/30 também do século XX. Trocando em miúdos, ele, assim como a imortal estilista, afirmou ser contra a moda-arte, se opos à sacralização artística da moda. Para Gaultier a moda necessita ser algo prático, baseado no que se vê nas ruas. Mas nem ele resistiu aos apelos de artistas da vanguarda. Gaultier estampou ambiências de cabaré, retratadas pelo pintor impressionista Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901), assim como já utilizou imagens da pintora mexicana Frida Kahlo e do guerrilheiro Ernesto Che Guevara em anúncios de óculos da etiqueta Jean Paul Gaultier na revista francesa Depéche Mode,
Quem melhor definiu que uma estampa artística fala, assim como um quadro, mais que mil palavras foi uma brasileira. Estamos nos referindo à estilista Zuzu Angel. Em 1971 ela realizou um desfile no consulado brasileiro em Nova York para denunciar o assassinato do seu querido filho, Stuart Angel pelo governo militar chefiado por Emilio Garrastazu Médice.
Na passarela, Zuzu colocou vestidos estampados com anjos machucados, anjos feridos, anjos e tanques de guerra e manchas vermelhas. Essa foi a primeira moda-política que se tem notícia. Nela, o humor negro e o trágico se combinavam. Zuzu Angel tornou-se notícia nos principais jornais norte-americanos. E a fecundidade da sua criação a levou a nunca copiar a moda estrangeira.
Zuzu, inspirada no seu sobrenome de casada que vinha a ser Angel (anjo em inglês) criou uma estampa com pequenos anjos, estampas com pássaros e borboletas, motivos tropicais. Foi tão inovadora que acabou sendo copiada por Féraud, Valentino e Cacharel, célebres estilistas internacionais. Ou seja, Zuzu foi uma autêntica criadora de moda, inovando inclusive nas estampas e até fazendo uma moda-denuncia sendo precursora e acabou sendo a vanguarda da vanguarda, antecedendo comportamentos e modas.
Na passarela, Zuzu colocou vestidos estampados com anjos machucados, anjos feridos, anjos e tanques de guerra e manchas vermelhas. Essa foi a primeira moda-política que se tem notícia. Nela, o humor negro e o trágico se combinavam. Zuzu Angel tornou-se notícia nos principais jornais norte-americanos. E a fecundidade da sua criação a levou a nunca copiar a moda estrangeira.
Zuzu, inspirada no seu sobrenome de casada que vinha a ser Angel (anjo em inglês) criou uma estampa com pequenos anjos, estampas com pássaros e borboletas, motivos tropicais. Foi tão inovadora que acabou sendo copiada por Féraud, Valentino e Cacharel, célebres estilistas internacionais. Ou seja, Zuzu foi uma autêntica criadora de moda, inovando inclusive nas estampas e até fazendo uma moda-denuncia sendo precursora e acabou sendo a vanguarda da vanguarda, antecedendo comportamentos e modas.
No Brasil do final dos anos 90 quem realizou um trabalho criativo no jogo de cores em tecidos na mistura inusitada de padronagens e texturas é o cearense Villa Ventura,que foi capaz de realizar jogos de cores, semelhantes aos da arte abstrata, da arte moderna, onde a cor é vista como um sopro divino, que dá vida ao desenho, sem perder de vista suas raízes nacionais, mais precisamente nordestinas.
Na Europa e nos Estados Unidos os principais museus oferecem tecidos e lenços com estampas que reproduzem célebres quadros. Em Havana, capital de Cuba, há um movimento artístico chamado “o belo e o útil” que inclui a reprodução de quadros de conhecidos pintores cubanos em tecidos que são vendidos, dentro do Museu Nacional, a metro. E há estampas com diversos estilos: abstratas, surrealistas, cubistas, primitivas, etc.
Já o Museu Picasso , localizado em Paris (França), vende belíssimos lenços que trazem estampados os mais conhecidos quadros de Pablo Picasso (1881-1973), genial pintor, que inventou o cubismo, um estilo hoje consagrado das artes modernas.
Já o Museu Picasso , localizado em Paris (França), vende belíssimos lenços que trazem estampados os mais conhecidos quadros de Pablo Picasso (1881-1973), genial pintor, que inventou o cubismo, um estilo hoje consagrado das artes modernas.
Sem dúvida a roupa com uma estampa baseada em uma obra de arte traz um diferencial que atrai o consumidor. Que o diga o famoso estilista japonês Issey Miyake que fez três mil exemplares de um vestido que trazia a versão da artista plástica Yasumasa Morimura que vive em Osaka ( Japão ) do quadro ¨Le Source¨ do pintor Jean Auguste Dominique Ingrés.
Vale destacar que Issey Miytake realizou uma exposição de moda-arte na Fundação Cartier em Paris ( França ) onde o tema da exposição eram as peças de roupas. A maioria feita em jérsei de poliéster, com estampas de quadros. E no tocante à estampa houve uma presença constante: o quadro ¨Le Source¨de Ingrés, mais uma vez visto e revisto pela artista japonesa Yasumasa Morimura, parceira constante de Miyake. Ao ser indagado se aquelas vestes, aquelas roupas eram arte, Issey preferiu defini-las como arte útil, caminho do século XXI.
No Brasil, vale salientar o trabalho realizado pelo paisagista Burle Marx,que amava estampar tecidos e criava estampas que eram verdadeiras obras de artes. Ele afirmou, numa entrevista ao jornal O Globo que se identificava com a moda pelo seu caminho de renovação
A artista plástica Mucki Skowronski também criou estampas em tecido. Em seu atelier, ela criou tecidos, utilizados sobretudo em decoração. ¨ Algumas estampas de Mucki eram sim inspiradas em Matisse, Miró e Picasso. "Mas só inspiradas, pois nunca copiei ", afirmou Mucki que considera absolutamente normal um tecido trazer uma estampa artística. "Afinal, nós precisamos, muitas vezes, valorizar um tecido, utilizando, na estampa, na padronagem, um motivo artístico inovador ¨. No seu atelier de costura, Mucki fabrica colchas, cortinas, almofadas e muitas outras peças para a decoração de casas e escritórios. . A estilista e artista plástica Ana Paula Guinle também se dedica a pintar tecidos com arte para inúmeras etiquetas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de vários outros estados brasileiros.
Vale lembrar o trabalho pioneiro de Hélio Oiticica (1937-1980), artista neoconcreto, responsável pela criação dos parangolés – esculturas móveis feitas em bandeiras, estandartes ou tendas, que podem ser vestidas e movimentadas. Com os parangolés, Helio Oiticica repensou a questão da escultura, que passou a ser maleável, feita em tecidos e incorporada ao corpo humano.
E para finalizar, vale destacar os belíssimo trabalhos artísticos do estilista mineiro Ronaldo Fraga, que se preocupa em traduzir a brasilidade em formas, cores, padrões e estilos apaixonantes e também os patchworks do estilista e artista plástico Airton Spengler, autor inclusive do livro (glossário) "Decifrando a moda",editora STS ( São Paulo, 1993) - onde ele diz "A roupa deve ser concebida de dentro para fora. Não se pode vestir uma roupa num corpo vazio; o mais importante é a pessoa que fará da roupa sua segunda-pele e o reflexo do seu espírito. Legislar sobre o vestuário é tão absurdo como tentar regulamentar a música e a dança."

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