“O comportamento de cada ser humano se molda pelos padrões culturais, históricos, do grupo em que ele, indivíduo, nasce e cresce.” Faya Ostrower – artista plástica e escritora
É a cultura que vai determinar o que é arte válida, o que é arte não aceita, o que é bonito, o que é feio, num determinado momento histórico. Mas já vimos que comportamentos e atitudes não aceitos num determinado período podem ser aclamados num outro, pois tudo depende das mudanças culturais, que vão acarretar mudança nas cabeças, nas atitudes e na capacidade de julgamento das pessoas.
Mas quem será que decide o que é ou não uma obra de arte? A nossa sociedade delega este papel de crítico, ao historiador de arte, ao perito, ao restaurador/conservador do museu, ao marchand, aos diretores dos museus. São eles que conferem o status de arte a um objeto.
A cultura também prevê locais onde a arte pode se manifestar, locais que dão o status de arte a um objeto: as galerias e museus permitem que um pintor ou escultor exponha seu trabalho criativo. O local “enobrece” um objeto. O pintor, o escultor e/ou artesão que expõe, por exemplo, aos domingos, na Feira da Praça General Osório (Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro) está fazendo parte de um circuito alternativo. Não está integrado num circuito artístico oficial. Pois cabe às galerias e museus “traçar” uma linha divisória separando os objetos artísticos oficiais dos “não oficiais”.
Aos críticos, filósofos, estudiosos das artes plásticas e marchands cabe nomear quais são as obras interessantes, que valem um investimento, e as que “não são interessantes”. Resumindo, há um aparato cultural que “elege” as melhores peças artísticas de um momento histórico. E, assim, é sempre criada uma hierarquia dos objetos artísticos. Ou seja, quais são as melhores obras e as piores; quais são os mais destacados, criativos e inovadores artistas. Esses julgamentos são feitos o tempo todo. Mas vale frisar que todo crítico utiliza seus critérios pessoais no julgamento. O que ele faz é dizer que – segundo seus critérios – tal obra é melhor ou mais harmoniosa, mais bem realizada ou mais rica que a outra. E ao julgar, o critico está utilizando a sua cultura, pois as noções de beleza, de feiura, de harmonia, de equilíbrio, ou seja, as noções estéticas, são subjetivas e dependem, inclusive, de uma afinidade entre a cultura do crítico e a cultura do artista. Obras polêmicas, obras vanguardistas, obras inéditas jamais conquistam um consenso. Mas este consenso da nossa indústria cultural também não é estável e nem eterno. Ele muda, ele evolui, assim como a cultura, no decorrer da história. Hoje, por exemplo, a sensibilidade do mundo ocidental e oriental está muito mais aberta para compreender a obra de Vicente Van Gogh. O juízo de hoje, como vimos, o consagra e vai até mais além: o torna um excelente investimento.
Aos críticos, filósofos, estudiosos das artes plásticas e marchands cabe nomear quais são as obras interessantes, que valem um investimento, e as que “não são interessantes”. Resumindo, há um aparato cultural que “elege” as melhores peças artísticas de um momento histórico. E, assim, é sempre criada uma hierarquia dos objetos artísticos. Ou seja, quais são as melhores obras e as piores; quais são os mais destacados, criativos e inovadores artistas. Esses julgamentos são feitos o tempo todo. Mas vale frisar que todo crítico utiliza seus critérios pessoais no julgamento. O que ele faz é dizer que – segundo seus critérios – tal obra é melhor ou mais harmoniosa, mais bem realizada ou mais rica que a outra. E ao julgar, o critico está utilizando a sua cultura, pois as noções de beleza, de feiura, de harmonia, de equilíbrio, ou seja, as noções estéticas, são subjetivas e dependem, inclusive, de uma afinidade entre a cultura do crítico e a cultura do artista. Obras polêmicas, obras vanguardistas, obras inéditas jamais conquistam um consenso. Mas este consenso da nossa indústria cultural também não é estável e nem eterno. Ele muda, ele evolui, assim como a cultura, no decorrer da história. Hoje, por exemplo, a sensibilidade do mundo ocidental e oriental está muito mais aberta para compreender a obra de Vicente Van Gogh. O juízo de hoje, como vimos, o consagra e vai até mais além: o torna um excelente investimento.
Cada época se interessa pela arte ou “enxerga” a arte de uma maneira diferente. A cultura inclui flutuações do gosto, flutuações no tempo. E a crítica ora exalta, ora desvaloriza ou “coloca no purgatório” uma obra de arte. A crítica é também inconstante, subjetiva, assim como os conceitos sobre o que é arte e os estudos sobre estética, que vem a ser, numa definição simplificada, uma filosofia que estuda as condições e os efeitos da criação artística. Em poucas palavras, cabe à estética fazer um estudo racional do belo, definindo, inclusive, o que é a beleza, o que é a feiura, o que tem harmonia, dentro de um determinado tempo histórico, e numa determinada cultura. A estética também estuda as emoções e sentimentos que uma obra de arte pode suscitar no ser humano. Vale destacar que a estética – nas suas tentativas de conceituar a beleza – lida muito com dados subjetivos, com sensações e emoções. Ou seja, não há bases científicas sobre as quais pode um crítico, um estudioso, amparar seus conceitos. O que existe é uma sensibilidade depurada, um olhar “treinado”, que confere a um número restrito de pessoas o direito de afirmar o que é ou não arte. E é esse olhar depurado que subdivide a arte em estilos. E cada estilo guarda características de uma época. Você provavelmente já ouviu alguém formular a seguinte pergunta: “ de que estilo é tal pintor?”. Enquanto o crítico, o historiador, o restaurador, o marchand gostam, na maioria das vezes, de “rotular”, de “classificar”, de adjetivar, colocando tal ou qual etiqueta na obra de arte, há muitos artistas que “fogem” dessas rotulações, com medo de que elas limitem sua capacidade de criação. “Ele é impressionista? Ou será surrealista? É abstracionista?. O que será que ele é?”. A cultura, através de seus agentes oficiais (crítico, historiador, etc) anseia em rotular. E o rótulo, muitas vezes, pode empobrecer uma obra de arte. A arte é um produto que nos escapa, que tem um modo inesperado de se revelar. Para dominá-la, para tentar lhe impor limites, surgem as classificações, os estilos, as etiquetas, os rótulos. E nessa classificação são privilegiados os criadores que, parecem, aos olhos dos críticos, dos historiadores, enfim que parecem aos olhos dos seus contemporâneos, como mais importantes, segundo critérios culturais daquele momento histórico.
No próximo capítulo você terá a oportunidade de ver em detalhes as características de cada um dos estilos e sua influência na moda.

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